Medos - Transtornos fobico-ansiosos

Medos - Transtornos fobico-ansiosos por Andre Kummer


O medo é um sentimento comum a todas as espécies animais e serve para proteger o indivíduo do perigo. Todos nós temos medo em algumas situações nas quais o perigo é iminente. 

A fobia pode ser definida como um medo irracional, diante de uma situação ou objeto que não apresenta qualquer perigo para a pessoa. Com isto, essa situação ou esse objeto são evitados a todo custo. Essa evitação fóbica leva muito freqüentemente a limitações importantes na vida cotidiana da pessoa. As fobias são acompanhadas de ansiedade e freqüentemente de depressão. 

Os transtornos fóbico-ansiosos constituem um processo onde a ansiedade é ligada predominantemente a uma situação ou objeto. 
Há três tipos principais de fobia: 

1. Agorafobia: inclui medo de espaços abertos, da presença de multidões, da dificuldade de escapar rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa). A pessoa pode ter medo de sair de casa, de entrar em uma loja ou shopping, de lugares onde há multidões, de viajar sozinho. Muitas pessoas referem um medo aterrorizante de se sentirem mal e serem abandonadas sem socorro em público. Muitas pessoas com agorafobia apresentam também o transtorno de pânico. 

2. Fobia social: neste caso a pessoa tem medo de se expor a outras pessoas que se encontram em grupos pequenos. Isto pode acontecer em reuniões, festas, restaurantes e outros locais. Muitas vezes elas são restritas a uma situação, como por exemplo, comer ou falar em publico ou encontros românticos com alguém. Apresentam também baixa auto-estima e medo de criticas. Usualmente a pessoa nessas situações apresenta rubor na face, tremores e náuseas. Em casos extremos pode isolar-se completamente do convívio social. 

3. Fobias especificas (ou isoladas): como o próprio nome diz, são fobias restritas a uma situação ou objeto altamente específicos, como animais inofensivos (zoofobia), altura (acrofobia), trovões e relâmpagos (astrofobia), aviões, espaços fechados (claustrofobia), doenças (nosofobia), dentistas, sangue, entre outros. A incapacitação da pessoa no dia a dia depende do tipo de fobia e de quão fácil é evitar a situação fóbica. 

As fobias atingem cerca de 10% da população. Em geral surgem na infância ou adolescência, persistindo na idade adulta se não são tratadas adequadamente. Depressão, uso de drogas e álcool podem ocorrer freqüentemente associados aos transtornos fobico-ansiosos. 

O tratamento das fobias se faz com a associação de medicamentos com psicoterapia, como sempre. 
Os medicamentos mais utilizados pertencem ao grupo dos antidepressivos, e os ansiolíticos também são freqüentemente indicados. A psicoterapia auxilia na compreensão de fatores que podem agravar ou perpetuar os sintomas fóbicos.

Agende seu horário online: contato@andrekummer.com.br