Por que temos mais desejo sexual no início de um relacionamento e depois diminnui?

Por que temos mais desejo sexual no início de um relacionamento e depois diminnui por Andre Kummer
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Sexo é como andar de bicicleta, a gente nunca esquece. Mas a verdade é que a freqüência das relações sexuais pode influenciar nosso desejo sexual. Tanto para o bem quanto para o mal.

Se o relacionamento é novo e gratificante, nosso corpo pedirá que o experimentemos novamente para obter a satisfação que ele gera. 

A lógica é que durante as relações sexuais e a excitação ocorre a liberação endorfolinas, dopamina e serotonina, as mesmas que são liberadas quando comemos chocolate, fazemos compras agradáveis ​​ou exercícios físicos. 

Esses hormônios criam uma sensação de prazer e bem-estar, estimulando nosso sistema cerebral de recompensa, o que produz uma necessidade de reexperimentar o estímulo que os gerou.

Flutuações da libido


Essa sensação, das endorfinas, será amortecida à medida que o tempo passa e as relações sexuais e o nosso corpo esquecem o clímax previamente atingido, o que tornará tão necessário um novo romance e encontro sexual para alcançar o antigo bem-estar.

A libido é o termo que usamos quando nos referimos ao desejo sexual, essa e a motivação que nos encoraja a fazer sexo. 
No entanto, não é algo estável ou que é mantido ao longo do tempo, pois os níveis de libido variam enormemente de uma pessoa para outra, durante a vida e mesmo durante o dia, dependendo das características pessoais de cada indivíduo e fatores externos.

Portanto, a duração de um relacionamento poderá ser influenciada significativamente pela libido pois somos pura química. Uma grande parte de nossas ações, sentimentos e comportamentos são o resultado da combinação de reações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo.

O estresse diário, uma dieta desequilibrada e a falta de sono, também influenciam diretamente o desejo de ter relações sexuais. E mesmo depois de um tempo sem ter relações, e sem sentir desejo, nosso corpo se acostuma a não ter mais desejo, e até mesmo mostra resistência ao sexo.

A parte psicológica

Se não desenvolvemos intimidade pessoal e de idéias com nossos parceirxs, o apego sexual não dura para sempre. Não há um relacionamento de longo prazo realmente bom com quem não temos intimidade e entendimento cultural e intelectual.

Quando gostamos do outro, sentimos carinho e afeto, temos afindades e mantemos a frequencia sexual desenvolvemos uma facilidade para relaxar e não pensar (não ficamos criando problemas) , porque há uma experiência positiva de intimidade.

Mas essa experiência positiva de intimidade e afinidades não deve ser perfeita, senão viramos irmãozinhos. Sem desejo e sem vontade de sexo com aquele parceiro que já foi desejado. Parece que andamos escolhendo um espelho, alguém muito parecido conosco, ou tão idealizado, que cansamos.

Christian Dunker, Psicanalista brasileiro e professor da USP, escreve em seu livro "Reinvenção da Intimidade, que todo relacionamento deve ter uma grama e meia de ódio. São os desacordos, as diferenças, os debates, as oposições, em baixas dosagens, que mantém o tesão.

Isso pode se tornar patológico como aqueles casais que vivem brigando para poder fazer as pazes. Dai porque Dunker fala em "uma grama e meia"... Um pouco de ódio.

Mas se a situação for complicada, você se sentir bloqueado, angustiado ou sob pressão, é preciso fazer terapia. 

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