Do que adoecemos?

Do que adoecemos por Andre Kummer


Galeno, médico do ano 200 dC, acreditava que para tratar um corpo doente, uma doença, era preciso tratar a mente. Mente e corpo eram um.
Essa idéia foi eclipsada por Descartes que considerava o indivíduo formado basicamente pôr duas partes distintas: a rés cogitans e a rés estensa. Corpo e alma como coisas distintas.
As descobertas de Koch e Pasteur, o bacilo da tuberculose e o vírus da raiva, contribuiram para confirmar e construir a Teoria da Etiologia Específica. Seguiram-se as descobertas dos atibióticos e depois os neurolépticos que deixavam qualquer loucura sob controle.
Inquestionavelmente isso foi bom para humanidade.
Pergunto se não estamos muito específicos atualmente.
Uma cultura mais abrangente, a ligação de idéias ao acaso, a justaposição lógica, o diálogo com diferentes e as metáforas parecem coisas de uma civilização esquecida.
O avanço tecnológico decorrente foi pondo gradualmente a serviço do médico toda uma parafernália que permitiu gradualmente maior precisão dos diagnósticos, levando a que mais facilmente, digamos do quê e como os pacientes adoecem em lugar de dizermos pôr que adoecem.

Qual a nova visão sobre o humano?

Quais os diálogos possíveis para os novos tempos?

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