Cuidando do nosso mundo interior

Cuidando do nosso mundo interior por Andre Kummer
Imagens do Google

Não consigo me sentir confortável, tenho um sentimento freqüente de ansiedade e de que me falta alguma coisa. Me sinto desorganizado por mais que tento me organizar, parece que apesar de minhas preocupações e esforços estou sempre deixando coisas pra traz...
Estes têm sido o sentimento de milhões de pessoas que aparentemente estão bem sucedidas, centradas e ativas, mas que interiormente vivem em um mundo atribulado e às vezes confuso.
Nossa cultura é voltada geralmente para o “realizar” e está cheia de orientações sobre planejamento, organização, estratégias, administração de carreiras, mas raramente tenho visto qualquer obra ou princípios que enfatizem a orientação do interior, do desenvolvimento da ordem interna, do espiritual (independente ou não de religião) e no autoconhecimento.
Essa ênfase no externo traz um evidente desequilíbrio e até contradição entre o SER e O SENTIR. o TER e REALIZAR.
Nosso mundo exterior pode estar bem orientado, mas é no nosso íntimo que os valores se formam, é nessa parte particular que realmente sabemos quem somos e definimos para onde desejamos ir. 

Quando o exterior subjuga e supera o interior, ainda que pareçamos bem, aparecem os conflitos, dúvidas e ansiedades aparentemente sem sentido, mas que são reais e precisam ser tratadas.
No íntimo são feitas as decisões e definidas as intenções, e é lá, no interior da mente, que são realizados os julgamentos com base naquilo que acreditamos e valorizamos. Esta faceta de nossa vida precisa receber atenção para estar em ordem.
As pessoas que não estão com seu íntimo em ordem muitas vezes conseguem sucesso mas demonstram ao mesmo tempo uma inquietação inadequada, suas atividades aparentemente lhes são muito mais pesadas que realmente deveriam ser, mostram-se cansadas porém resignadas, confundem tranqüilidade e serenidade com passividade e indiferença.

Estão geralmente correndo de um lado para o outro, gesticulando e realizando diversas atividades ao mesmo tempo, passando uma imagem “altamente dinâmica” por uma autopercepção equivocada de si mesmo. A idéia é de que essa postura lhe trará respeito, reconhecimento e resultados.
A descoberta de nosso mundo interior e as providências para colocá-lo em ordem certamente é uma das maiores descobertas para quem deseja ter de verdade “qualidade de vida”, hoje em dia também muito confundida na forma de cuidado com o físico, saúde e laze, que são coisas boas, mas insuficiente para trazer satisfação ao ser humano.
Os caminhos para a quietude e ordem interior pode parecer um pouco desconectado de nossa realidade “competitiva” mas esteja certo, essa realidade está nos levando ao caos interior.

Vou lançar algumas perguntas e reflexões que podem ser aprendidas e praticadas com resultados muito significativos:
Faça uma auto-avaliarão de cada área de sua vida, você pode usar a RODA DA VIDA. Perceba cada área de sua vida, analise o tempo e potenciais gastos nessas áreas, descubra os valores de retorno para sua vida e perceba se estão em equilíbrio.
 Descubra sua motivação, ela é a força que nos leva a agir da maneira que agimos.

Somos empurrados pelo ritmo dos tempos? Pela competição? Pelo sentimento de fazer parte? Pelas expectativas alheias? O que você acredita e valoriza? O que lhe dá prazer e qualidade de vida?
Quanto de seu tempo é gasto com coisas que você acredita ser importante ou essencial? 
Existe um equilíbrio?
Eu realmente acredito nessa divisão de tempo? Eu acredito no que estou fazendo? Estou satisfeito com os resultados? Isso é vida satisfatória? O que está faltando? Como completar agora?
Estou fortalecendo meu interior? 
Estou me preparando para os momentos difíceis da vida? Estou me fortalecendo interiormente para ajudar a outros? Faço diferença pelo que “sou” como ser humano, como gente? 
O Que é mais importante para mim e para os outros, EU GENTE ou EU PROFISSIONAL e meu STATUS?
Estou suficientemente em paz interior para perceber os valores espirituais da vida? 
Minha sensibilidade está conseguindo captar as mensagens da família, dos amigos e da natureza? 
Posso ouvir a voz do criador ou minha voz interior? Posso percebê-lo? Posso perceber algo além do meu campo material de visão? Posso curtir o amor, a alegria, a paz, a harmonia, a felicidade, a bondade, a generosidade? E quanto a uma boa música? As artes? Um livro?
"Não tenho tempo pra isso!" pode ser uma amostra muito séria de quanto você valoriza a si mesmo e o quanto seu mundo interior precisa ser reestruturado se deseja viver com menos angústias e ansiedades.
Você pode, se quiser, ter um recomeço.