Às vezes um charuto é apenas um charuto

Às vezes um charuto é apenas um charuto por Andre Kummer
Sigmund Freud - Google Fotos


Há muito que a questão dos sonhos é estudada, refletida e discutida. São muitas as teorias, e a primeira delas é de autoria de Sigmund Freud.

Freud, que viveu exatamente durante a era da repressão sexual vitoriana, conceituava os sonhos como desejos reprimidos, ou seja, são tudo aquilo que a pessoa sente ou pensa, mas não tem coragem de externar em seu ambiente social.

Portanto, a seu ver, os sonhos expressam desejos sexuais e seus simbolismo. Para Freud, qualquer objeto cilíndrico nos sonhos representa o pênis e, da mesma forma, qualquer figura tais como caverna, gruta e gaiola representam o órgão genital feminino. Sonhar com um trem entrando em um túnel, por exemplo. Esse sonho, em algum momento, podia se materializar na forma de um objeto manuseado pelo sonhador reprimido.

Freud em dado momento disse: “Às vezes um charuto é apenas um charuto”, referindo-se que em alguns casos não há o que problematizar, pois, não haveria nenhuma simbologia por trás de alguns objetos.

Não era o caso de Freud que tinha questões com a mãe e pai, um comportamento fálico em relação à psicanálise e posava com o charuto “ereto” em todas as fotos. Freud morreu de câncer na boca e garganta provocado exatamente pelo tal charuto que negava como sintoma.

“Às vezes um charuto é apenas um charuto” foi a resposta de Freud a um analista que dizia que, segundo a própria teoria freudiana, seu charuto também poderia revelar algo de oral ou fálico sobre o fundador da psicanálise.

Então talvez a frase mais correta seria:

“Às vezes, por mais inteligente que pareça, um mecanismo de defesa do paciente é só um mecanismo de defesa mesmo, ainda que seja pronunciado pelo próprio Freud”.



Há muita piada sobre o fato de Freud fumar, como esta:

E disse Freud à multidão de seus discípulos:

— Não percebeis que o hábito de fumar é uma sublimação? O homem que fuma nada mais faz do que compensar sua libido adulta por uma frustração sofrida durante a fase oral de seu desenvolvimento psíquico! A personalidade do adulto é influenciada pelo que viveu enquanto menino.

Um fariseu junguiano infiltrado entre os discípulos o interpelou:

— Mestre, o senhor fuma! Sofrestes também uma frustração em vossa fase oral de desenvolvimento?

E disse Freud a esse fariseu:

— Raça de víboras! Por que procurais pelo em ovo? Muitas vezes um charuto é apenas um charuto.

E assim dispersou a multidão e recolheu-se para mamar, digo, fumar, até morrer de câncer, sem deixar ninguém ver seu cobertorzinho que ainda tinha o cheirinho de sua yiddish mamma.