Os amores dramáticos e suas desgraças

Os amores dramáticos e suas desgraças por Andre Kummer
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"O amor não é o que você diz. O amor é o que você faz."

Essa frase, de autor desconhecido, não é para ser dita para o outro, é para ser uma pergunta sobre seu próprio comportamento.

Como andam seus relacionamentos? Como você demonstra amor?

Como você trata o outro e como é tratado? 

Tem muito drama nas suas histórias e crenças sobre amor?

Alguns pessoas pensam que quando alguém termina com elas ou as tratam mal, realmente não queriam fazer isso. Pensam que o outro está “passando por uma fase” ou “buscando seu espaço”. 

Outros decidem não namorar ninguém a sério, porque o ex-namorado pode decidir voltar. Talvez ainda volte com lágrimas, desculpas, e flores.

Tem aqueles que simplesmente não conseguem admitir o fim de uma relação e partem para o ataque raivoso. Estilo Glen Glosed no filme Atração Fatal.

Nem vou falar daqueles que repetem o mantra #ninguémquernadaserio... Um drama sem fim.

Mas existem alguns que ficam tão deprimidos com sua vida amorosa que realmente precisam de ajuda médica.

O amor é uma força catártica, e mostra que tem muito mais coisa envolvida quando se mexe com o coração do que imagina nossa vã filosofia... 

Sem percebemos de repente surge uma culpa, um tanto de desvalorização de si e do outro, o egocentrismo, falta de amor próprio, bom senso, autocomiseração, idealização romântica, e por aí vai... Isso pode virar um dramalhão e acabar com você.

Transformar o amor(?) em drama pode ser um vício porque isso dá uma injeção de adrenalina para movimentar a vida. Doses regulares de drama podem proporcionar uma distração para um sentimento oculto de insignificância numa vida aparentemente sem conteúdo ou sentido. 

Um relacionamento dramático pode até ser emocionante e divertido no início, mas com o tempo suga a energia e a autoconfiança de qualquer um, mesmo daqueles que gostam de um draminha. 

Você sangrará pelo resto da sua vida e danificará seus outros relacionamentos, sua vida profissional, ou mesmo sua saúde. É sério.

Agora, se você estiver vivendo em uma dieta constante de drama, é hora para uma verificação de realidade. 

Pergunte a si mesmo para que esta situação está lhe servindo. 

Culpar a outra pessoa não é apenas inútil como idiota. Qual o motivo real para você criar todo esse drama na sua vida (e na do outro também)?

Pergunte a si mesmo que tipo de relacionamento você quer ter. 

Como você quer se sentir? Qual seria o seu dia-a-dia? É esse tipo de relacionamento possível com a pessoa que você está (ou considerando estar) agora? 

Se você realmente quer ter um relacionamento satisfatório, então é hora de fazer escolhas que são consistentes com o seu desejo. 

Isso pode ser difícil, porque as pessoas muitas vezes consideram o drama um indicador de amor ou paixão. MAS NÃO É.

Entenda, não tem nada de errado com um draminha de vez em quando, mas SER a encarnação do drama é sinal de individualismo e narcisismo da mais boa qualidade. 

Faça terapia, dance a Macarena, pule corda... Qualquer coisa, mas aumente sua inteligência emocional. 

Isso se chama amadurecer.