Cultivando felicidade

Cultivando felicidade por Andre Kummer



O tesouro mais cobiçado de nossos tempos é a felicidade, um conceito abstrato, subjetivo e difícil de definir, mas que está na boca de todos. 

A alegria pode ser aprendida, do mesmo modo como uma pessoa aprende a cuidar do gramado ou andar de bicicleta?

Sim. Da mesma forma que o psicanalista Erich Fromm diz que o amor é uma arte, a qual deve ser apreendida por aqueles que buscam o amor,  alguns psicologos dizem que com a felicidade também é assim.

Eu acredito: com técnica e prática.

A técnica parece estar em aceitar a vida tal como ela é. Isso nos liberta do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas.

Tá me vendo na foto do post? Eu por eu mesmo!! Bota furada, guarda chuva torto, banha pra todo lado... O cabelo branco é porque sou irmão da Daenerys Targaryen.

Tá chovendo e estou regando as plantas? Sim. Vi um meme e imitei. Ri muito.

Nunca fui tão feliz. Demorou, mas consegui.

Consigo rir de mim mesmo, rir com os amigos, falar bobagens, falar sério, me indignar com as injustição... E ser feliz. Vai durar para sempre?
Não. Faz toda diferença saber disso.

Aceitar a vida como ela é nos liberta do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas, porque é a expectativa de sermos perfeitamente felizes que nos faz ser infelizes.

Com o que você é, ou o que deixaram você ser e ter, consegues ser feliz? 

Se não consegues, seguem uns conselhos testados. Aproveite que esses são de graça:

Perdoe-se pelos seus fracassos. E mais: festeje-os! 

Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar.
Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria. Temos que nos dar o direito de ser humanos e perdoar nossas fraquezas.
Baixos níveis de perdão, consigo mesmo e com os outros, estão relacionados à presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

Não veja as coisas boas como garantidas.

Seja grato por elas, mas acredite, essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão a nossa disposição têm pouco de realista. 
A pessoa que você mais ama pode ter um piripaque amanhã e você nem lembrou de dizer que ela é a flor da sua vida hoje porque estava preocupado com a sua unha encravada?

Pratique esporte. 

Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar ou correr 10 quilômetros por dia. Basta mexer o corpo para artrose não chegar rápido e manter as endorfina em dia. Felicidade é endorfina, o resto é Netflix.

Simplifique. 

Precisamos identificar o que é verdadeiramente importante e nos concentrar nisso. É melhor não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho se aplica ao trabalho, ao lazer, ao amor, ao sexo... Tudo. 
É tudo sobre o PODER DO AGORA de Eckhart Tolle. Leia o livro se não leu. Não é autoajuda, mas ajuda.

Aprenda a meditar. 

Você não precisa de técnicas nem um objetivo para meditar. Ninguém fica bonzinho meditando; fica mais consciente e pode ser que ser bom aconteça, mas não é essa a intenção. Se for a sua você está enganado. Leia Tilopa. Dá um Google. Leia aqui também.
A meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, a superar as crises com mais força interior e ser mais elas mesmas em qualquer circunstância.
Também é um momento conveniente para orientar nossos pensamentos para o lado positivo; embora o otimismo não garanta o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.

Aprenda sobre resiliência. 

A felicidade depende de nosso estado mental, mais nada, e não adianta repetir toda hora que é feliz nem escrever "gratidão" em todo lugar.
Concretamente, nosso nível de felicidade é o que vai determinar aquilo ao qual nos apegamos, o sucesso ou o fracasso. 
Isso é conhecido como locus de controle, ou “o lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos” – um termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20 e muito pesquisado com relação ao caráter das pessoas.

É assim: os depressivos atribuem seus fracassos a eles próprios e o sucesso aos outros, as pessoas perturbadamente positivas tendem a pendurar-se medalhas no peito, atribuindo os problemas aos outros. Existe um meio termo nisso. 

Precisamos ter a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito, e que foi emprestado originalmente da física e engenharia, áreas onde descrevem a capacidade de um material recuperar sua forma original depois de submetido a uma pressão deformadora. 

A resiliência expressa a capacidade de um indivíduo enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos.

Ou seja: a vida não vai ser doce com você apenas por algum motivo criado na sua mente narcisista. Ela vai te dar uns apertos de vez em quando, e você precisa aprender a voltar a sua forma original: a felicidade.