Em busca de igualdade, Igreja não usará os termos 'Ele' e 'Senhor'



É bem simples você dar um "google" e procurar por Asherah Asserá, e se certificar o que aprendi na faculdade de teologia.

Os judeus em algum momento de sua história acharam que Deus não podia ficar solteiro e criaram uma esposa para ele. O nome dela: Assherah.

Manipulações da vida íntima divina à parte, de onde vem a idéia de que Deus é um homem?

A religião e a imagem que se faz de Deus, deus, energia, arquiteto do universo, alguma coisa e seus milhares de nomes e referências, sempre foi, na verdade, fruto da manipulação do homem.

Mas parece que a lucidez e o bom senso estão mudando algumas coisas.

A Igreja da Suécia pediu ao clero que use linguagem mais neutra em termos de gênero quando se refere a Deus, evitando as palavras "Senhor" e "Ele".

A mudança é uma das muitas promovidas pela Igreja Evangélica Luterana nacional, que está em processo de atualização de um manual de 31 anos, que descreve como os serviços devem ser conduzidos em termos de linguagem, hinos e outros aspectos.

Uma mulher, a arcebispa Antje Jackelen, comanda uma das principais catedrais do país, localizada na cidade de Uppsala, a 60 quilômetros ao Norte de Estocolmo. Lá, foram batizadas 6,1 milhões de pessoas. A Suécia conta com 10 milhões de habitantes.

À agência sueca de notícias TT, Jackelen afirmou que a linguagem mais inclusiva nos ensinamentos da Igreja já é discutida desde 1986. "Teologicamente, sabemos que Deus está além das nossas determinações de gênero, Deus não é humano", disse.

A mudança, no entanto, sofreu algumas críticas. Professor de Teorologia da Universidade de Lund, Christer Pahlmblad declarou ao jornal dinamarquês "Kristeligt Dagblad" que a Igreja sueca "é conhecida como uma Igreja que não respeita a herança teológica comum".

No início deste mês, a Igreja do Reino Unido enviou novas orientações a suas 5 mil escolas, afirmando que as crianças deveriam poder experimentar "as muitas variantes de identidade" sem medo de intimidação. As instituições de ensino, além de combater o bullying homofóbico — uma recomendação feita três anos atrás — também precisam lutar contra o bullying praticado contra transexuais e bissexuais.

Parece que começamos, aos poucos, conforme a música de Gilberto Gil, a andar com fé, e a fé não costuma falhar.