Como a burrice afeta nossa felicidade

Como a burrice afeta a nossa felicidade por André Kummer


Eu não tenho um título de doutorado. O simples idéia de escrever uma tese me angustiava. Terminei escrevendo oito TCCs, isso faz parte daquelas vezes na minha vida que troquei seis por meia dúzia.

Tenho muitos diplomas, mas isso não faz de mim uma pessoa culta e inteligente. Eu nunca sei com certeza se estou pontuando um texto corretamente ou seguindo uma lógica coerente.

Sou uma analfabeto em música pop, mas tenho feito avanços com ajuda de um amigo inconformado por eu não distinguir Madonna de Lady Gaga.

Existe muita informação no mundom para não terminar ficando ansioso eu me conformei que não vou, nem ninguém vai, dar conta de saber de tudo.

Não há nada de indigno em não saber alguma coisa.

Tenho as minhas burrices. Para todo o resto existe o Google!

Agora eu vou ensinar para você, de forma bem didática e lógica, como eu faço para que minhas burrices não afetem a minha felicidade.

Eu descobri que a única coisa que faz uma pessoa realmente burra é o PRECONCEITO, e o remédio para o preconceito se chama GOOGLE.

Burros odeiam gente inteligente porque na verdade desconfiam da sua burrice e sentem que foram injustiçados pela vida, e que portanto toda inteligência deve ser maldita. Toda subjetivação é demoniaca.

É só dar uma olhada no google antes de um acesso público de preconceito e burrice. 
A burrice deve ser tratada como hemorróidas: ninguém precisa ficar anunciando que tem.

Quando olhamos o Google a gente descobre que preconceito não é discurso de gay. 

Segundo Leandro Karnal, o inteligente do momento, existem quatro grandes preconceitos: contra as mulheres, contra os gays, contra os negros e contra os pobres.

Esses quatro tipo de pessoas, eu chamo MGNP, são consideradas inferiores por outras pessoas. Quer dizer que elas são enviadas para a máquina de moer carne antes de poderem se defender.

Existem mais preconceitos. Contra indígenas, contra gordos, e uma infinidade de tipos de pessoas que em geral são poucas ou não conseguem se defender.

1. Primeiro: Os poucos

Está escrito nos livros, e no Google, que existem 10% de gays em uma população. Eu falo gay para que todo mundo entenda, mas as pessoas inteligentes chamam eles de LGBT+, LGBTQ ou LGBTI e mais coisas, o que realmente é bem complicado e nem o Google dá conta.

Então, se tem 10%, é pouco. Nem dá para fazer um exército que vai sair pelo mundo transformando todos em gays. Os gays só querem ser felizes e o armário é apertado demais para ser feliz. 

2. Segundo: Os muitos

Existem muitos pobres. Muitos pobres de marré marré marré. Alguns nem dão conta de tanto trabalhar para juntar um dinheirinho para viver. Daí vem gente e bota fogo neles, maltrata, e ainda tira o pouco que eles tem. Eles precisam de alguém que os proteja.

Ás vezes acontece da pessoa ser mulher, negra, pobre e gay. Nossa, daí ela sofre um bocado.

Mas toda essa gente quer ser feliz. Brincar com suas purpurinas, pegar um onibus menos lotado, não ser xingada de cabelo ruim, não ser estuprada... 

Se você olhar com calma e muita fé no google, vai descobrir que todo mundo quer ser feliz, e que tem espaço pra todo mundo, na terra e no mundo virtual.

Existe muita coisa no mundo que a gente não vai entender nunca, nem com o Google, mas ninguém precisa entender de tudo para ser feliz.

A gente só precisa entender que se formos preconceituosos e burros, alguém vai ficar muito infeliz e vai chegar a hora que a gente mesmo vai ficar infeliz. 

Tem um cara que diz que não dá para ser feliz sozinho, ou só com a turminha da gente. 

Não deixe que o seu preconceito te transforme em um burro intolerante e termine te fazendo infeliz.

Ah... Estou escrevendo meu nono TCC, é um estudo sobre o amor a partir da visão do psicanalista Erich Fromm. Uma delicia ler o livro dele. Vou partilhar trechos com fotos bem lindas no meu facebook. 

Todo mundo vai entender porque de amor todo mundo entende... Ou ao menos acha que entende.