Insegurança e Ansiedade

Para falar sobre insegurança basta lembrar o quanto nos tornamos inseguros quando ficamos ansiosos pelo fato de acharmos que nossos recursos ou competências não são suficientes para gerir e/ou ultrapassar uma situação.



A insegurança e a ansiedade estão geralmente associadas.

Para começar é preciso olhar o aspecto positivo.

A insegurança tem um efeito protetor, na medida em que nos impede de cometer erros ou de correr riscos desnecessários.

Por exemplo, quando um dos membros do casal sente que a sua relação não está segura, pode implementar algumas estratégias que, aos seus olhos, impliquem a solidificação do relacionamento, como o diálogo, saídas românticas ou até o recurso ao acompanhamento psicoterapêutico.

Mas a insegurança pode assumir um nível de intensidade superior e nestes casos é provável que o pensamento seja dominado por crenças irracionais, que crescem em espiral e produzem um efeito bloqueador.

A pessoa passa a viver em função daquilo que a deixa insegura sem que, no entanto, consiga encontrar soluções ajustadas.

No exemplo exemplo do casal este estado de ansiedade poderia traduzir-se num conjunto de comportamentos destruidores da relação, como começar a vasculhar o celular do outro, comentários agressivos e/ou controladores, etc.

As pessoas mais inseguras vivem dominadas pelo medo e, em função disso, têm seríssimas dificuldades em expressar de forma clara e honesta aquilo que pensam e aquilo que sentem.

Na prática sentem um medo intenso de falhar, de não corresponder às expectativas, de não estar à altura.

Há pessoas muito seguras em termos profissionais e que se revelam mais inseguras em termos relacionais/ afetivos.

Do mesmo modo, há pessoas que se sentem seguras e confortáveis no desempenho dos papeis ligados às relações afetivas mas que revelam inseguranças sérias noutras áreas da vida.

A medida em que a insegurança e a ansiedade tomarem conta da nossa vida podem nos incapacitar. Quando esta emoção toma conta de nós, passamos a sentir-nos incapazes e a viver em função de pensamentos negativos que pouco ou nada têm de razoável.

Para ultrapassar a insegurança? Que estratégias podemos recorrer?
Primeiro assumir que dependemos dos laços sociais e afetivos, quer porque estes fomentam a nossa autoestima e a sensação de amparo, quer porque as interações sociais são a única via para que os nossos pensamentos mais irracionais possam ser interrompidos.
À medida que o medo e a insegurança crescem, é expectável que também floresçam as ruminações, os pensamentos negativos que facilmente se transformam, aos nossos olhos, em fantasmas intransponíveis.
Quando nossa rede de suporte – os familiares, os colegas e os amigos – não forem suficientes para nos ajudar em momentos de crise profunda e/ou quando a nossa insegurança atinge um caráter crônico é preciso procurar um terapeuta.
Além dele um coach também ajuda no desenvolvimento de competências sociais, que inclui o treino de assertividade, isto é, são partilhadas ferramentas específicas, que a pessoa vai aplicando com tentativas e erros, experimentando comportamentos alternativos àqueles com que está familiarizada e, claro, obtendo também retorno diferente que alimente a vontade de continuar a mudar.