Autodestruição e medo da felicidade



Para que uma pessoa evolua emocionalmente e se torne capaz de viver a sua melhor versão é preciso muito empenho.

Quando o processo coaching ou qualquer outro trabalho de desenvolvimento avança e tudo parece caminhar bem, atendendo a expectativa da pessoa, surge um imprevisto, qualquer um, e a pessoa interrompe o processo, as vezes até retrocede nos avanços.

Na maioria das vezes esse imprevisto é previsível.

Algumas pessoas não estão devidamente equipadas emocionalmente para com suas verdades, limitações e desafios.

Um processo de autodefesa, e por vezes autodestruição, impede que a pessoa continue a conhecer seus processos inconscientes.

Existe em nós tanto forças construtivas quanto destrutivas.

A tendência destrutiva parece se manifestar quando estamos prestes a alcançar algo desejado.

Essa tendência auto destrutiva também acontece nos relacionamentos. Quando o amor intenso ocorre entre duas pessoas com imensas afinidades, em gostos, interesses e projetos de vida, como que se elas vivessem um reencontro, como se já fossem parceiros em outra vida – algo acontece.

A separação ocorre e sempre é atribuída a um evento externo como não conseguir afastar-se de um relacionamento prévio com um parceiro pouco interessante, mas dependente. Não conseguir vencer a distância geográfica, não conseguir a diferença de idade, entre tantos outros motivos...
Separam-se da pessoa amada, ou da provável felicidade, renunciando a um vínculo amoroso de qualidade em favor de relacionamentos medíocres e não satisfatórios. 

Parece uma fuga de um amor de grande intensidade. 

Fogem por medo, por sentir que se trata de uma vivência “boa demais”.

Parece que temos uma “cota” de felicidade, acima da qual surge um medo enorme, uma sensação de ameaça, de que algo terrível pode acontecer.

Em muitos casos, o processo destrutivo não é tão radical, mas o suficiente para subtrair uma porção do prazer que se poderia usufruir.

Acontece quando saímos da concessionária com um carro novo. 

Não tem relação com o fato da pessoa ser boa motorista, mas o usual é que termine em alguns dias, dando uma pequena “raspada”. 

Isso provoca tristeza mas parece apaziguar a pessoa pois a “coisa ruim” já aconteceu. 

E FOI AUTO FABRICADA!

O mecanismo autodestrutivo acontece apenas quando a pessoa se vê diante de algo capaz de gerar imensa felicidade. 

É um mecanismo peculiar de AUTO SABOTAGEM.

O MEDO DA FELICIDADE seria o responsável por esses processos auto destrutivos que só se manifestam na fronteira, no momento em que estamos prestes a alcançar algo que muito nos encanta e com o qual havíamos sonhado.

A boa notícia é que com consciência e a infinidade de terapias existentes é possível você encontrar aquela que realmente traz resultados na sua vida.

A ótima notícia: felicidade não mata!