O corpo e a química da paixão

O corpo e a química da paixão


Existe um sentimento que chega para todo o ser humano dessa Terra.

Começa a partir da convivência, ou surge de maneira avassaladora, sendo correspondido ou não.
A paixão é o primeiro passo para que um relacionamento aconteça.

Mas, afinal, como ela acontece?

Quem é que nunca ouviu a típica frase “ele me olhou!” ou “ela ficou me olhando a festa toda!”? Segundo o neurobiólogo James Old, o amor entra pelos olhos.

A visão é um dos grandes impulsos para que a estimulação sexual aconteça e a troca de olhares pode ser o início para que você comece a desenvolver outros sintomas e interesses.

Também surgem as sensações que deixam todo mundo em dúvida ou em pânico: brilho nos olhos, suor, palpitação, frio na barriga, leveza e perda de fome e sono.

E estas são uma das melhores coisas que você provavelmente vai sentir na sua vida, porque se apaixonar é muito bom, traz uma euforia que talvez você não sentisse há anos e novas perspectivas passam a surgir na cabeça.

O que vem depois é outra história.



Explicando pelo processo químico, a atração física faz com que o cérebro dispare hormônios e estímulos sexuais. 

Entre eles está a testosterona, responsável pelo desejo.

dopamina, que traz sensação de prazer e bem-estar.

adrenalina, que eleva a frequência cardíaca e a noradrenalina, que dá mais energia para o corpo, fazendo com que a fome e o sono passem.

No meio disso tudo, a serotonina acaba caindo, deixando as pessoas com pensamento fixo e obsessivo, umas mais radicais e outras menos.

A melhor parte deste sentimento é proporcionado pela dopamina, a química do prazer do cérebro, que é associada a jogatina, drogas e está ligada ao amor.

Helen Fisher, PhD, antropóloga e bióloga, explica que quando alguém assume um significado especial para você é porque o sistema da dopamina foi ativado.

É o que desencadeia um comportamento muito orientado, onde ninguém mais importa, apenas seu novo parceiro, explica.


Se essa pessoa é incrível, eu serei incrível ao lado dela’.

Os defeitos são deixados de lado para não atrapalharem essa manobra até que o vínculo esteja garantido e o relacionamento real consumado.

Por esse motivo, é aconselhável que grandes decisões sejam evitadas nessa fase para evitar futuros arrependimentos.

A escritora Colleen Hoover diz: “as pessoas não escolhem por quem vão se apaixonar. Elas só escolhem por quem se manterão apaixonados“.


Mas e a tal da paixão à primeira vista, aquela coisa mais avassaladora e inexplicável?

Isso não tem nada de doentio, diz o psicologo Frederico Mattos,  mas é um mecanismo da mente para encontrar conexão e manter interesse até que possa haver uma intimidade maior e uma tentativa de entrosamentoMas há pessoas que nunca atravessam  a fase da paixão e sua respectiva ilusão, isso seria um problema.

Quando o relacionamento engata e toma novos rumos, a dopamina continua, mas de um jeito menos eufórico.

A oxitocina surge para acalmar e criar laços de intimidade, agindo durante beijos, abraços e toques.

Como podemos ver, da paixão ao amor é um processo de loucura, excitação, desejo, ilusão e expectativas nas alturas.

Existem os bons e os maus momentos, as chances de dar certo tão proporcionais as de darem errado.
O medo, a insegurança e a palpitação tomando conta do corpo.

Mas o quão sem graça seria a vida sem tudo isso?

Correr riscos é parte de nós, está no nosso instinto e no nosso corpo.

Apaixone-se como se não houvesse amanhã.

E sim, pode ser todo dia  pela mesma pessoa.