A diversidade no mercado de trabalho



Em torno de 70 empresas estão reunidas em um Fórum periódico em São Paulo que discute a responsabilidade social das empresas com a diversidade. Empresas como Carrefour, Accenture, Alcoa, Anglo American, Atento, Basf, BB Mapfre, Bradesco, Bunge, Caixa Econômica Federal, Carrefour, Ceva...
Gigantes como Carrefour  já lançaram cartilhas que orienta seus funcionários a tratar com respeito as pessoas LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), onde se pode ler:
"A discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com os valores da empresa" afirma um dos diretores de empresa presentes.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem uma manual sobre a Promoção dos Direitos Humanos das Pessoas LGBTs, e o Instituto Ethos lançou O Compromisso das Empresas com os Direitos humanos LGBT, basta você clicar nos links para fazer download. 

Este vídeo de IstoÉ Dinheiro mostra a importância da diversidade no sucesso de uma empresa.


Se é uma tendência entre as grandes, pode demorar alguns anos, mas é tendência a ser considerada pelas pequenas e médias empresas.

Recentemente um cliente me procurou com a seguinte pergunta: Como faço para me assumir como gay no meu trabalho?

Essa é uma pergunta frequente. E eu sempre respondo ela com outra pergunta:

Você foi contratado por sua capacidade e força de trabalho ou por sua orientação sexual?

E sigo com uma série de questionamentos para a pessoa perceber se a necessidade de ASSUMIR é dela ou da empresa.

Hoje em dia não gosto mais nem de usar a palavra “orientação” porque penso que a sexualidade é algo construído, mas isso é tópico para outro post.

A questão da empresa é muito importante. Se seu superior direto é homofóbico, racista, ou qualquer outro “ista” radical da vida. Lamento.

Chefes assim, são realmente chefes e não líderes. Algumas pessoas, infelizmente, veem gays, mulheres e negros como seres de segunda linha.

Se você não está disposto a comprar nenhuma briga, levantar nenhuma causa ou bandeira, que sempre são válidas, mas tem um preço a pagar:

Defina estrategicamente sua saída. Ressaltando “estrategicamente”.

Muitos gays se sentem “sufocados” dentro de seu ambiente de trabalho.

Cansam de arrumar desculpas para uma infinidade de perguntas intimas, e simplesmente saem de seus trabalhos, as vezes até queimando suas carreiras.

Outros sobrevivem. “Lacram o Armário” em nome de suas carreiras, as vezes da família, ou simplesmente porque nem eles próprios estão confortáveis com sua sexualidade.

Cada um é cada um e sabe onde aperta o sapato. Mas já ouvi e vi tantas histórias que me abstenho de qualquer julgamento. A decisão sempre é pessoal.

Agora, se seu chefe for um líder e você está em uma empresa cercado de pessoas alto astral e dispostas a trabalhar e viver feliz.

Provavelmente seu chefe e seus colegas não vão dar a mínima para o fato de você ser gay.
Se você é um bom profissional, competente, responsável, você deve ser valorizado por isso.
Ser gay vai ser um fato sobre sua pessoa, como a cor dos seus olhos.

Esse cliente em questão sofria assédio do chefe casado. Difícil não é? Ele achava que se assumindo para todos poderia ficar livre do assédio. Com o tempo terminou deixando a empresa onde trabalhava.

SUA SEXUALIDADE E SEU TRABALHO

Na verdade há uma grande tendência no mercado para desmitificar a caricatura do gay. Mas sempre considerando: Cada caso é um caso.

Se você está desconfortável com alguma situação, com dúvidas, angustiado e gostaria de falar sobre isso: Escreva para contato@andrekummer.com.br